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Ambiente e Saúde 
 

 

Para um Ambiente Mais Saudável!

 

Promover um ambiente saudável constitui, um dos grandes desafios do nosso futuro comum. Todos os dias somos confrontados com a necessidade de alterar comportamentos humanos que exigem a cooperação de todos os atores, tanto institucionais como não governamentais, e a começar na família e na escola.


O contexto atual é preocupante, isto apesar da esperança média de vida ter aumentado substancialmente no último século, porém, continua a registar-se uma enorme incidência de doenças relacionadas com problemas ambientais.

 
O estabelecimento de um nexo de causalidade direta entre fatores ambientais e os efeitos na saúde não é fácil de estabelecer. Dada a complexidade do problema, é urgente estudar este assunto de uma forma integrada.


Os dados apresentados pela Comissão Europeia em junho de 2003 na "Estratégia Europeia de Ambiente e Saúde" são preocupantes. Estima-se que nos países industrializados 20% das doenças registadas sejam imputáveis a fatores ambientais, registando-se um aumento significativo de casos de asma e alergias.


O mesmo documento refere um estudo efetuado em 124 cidades (80 milhões de habitantes) que concluiu que a exposição a situações prolongadas de poluição do ar por partículas não é negligenciável, inclusive na análise dos casos de morte. Refere também que os europeus passam 85% a 90% do seu tempo em ambientes fechados; outros estudos revelam que os níveis de poluição do ar interior é duas vezes mais elevado do que no exterior, favorecendo a existência de alergias, enxaquecas, asma e cancro.


Por outro lado, calcula-se que 10 milhões de pessoas na Europa estão expostas a níveis de ruído ambiente susceptíveis de provocar perturbações.


As crianças são, pela sua vulnerabilidade, particularmente susceptíveis aos efeitos da poluição, sendo por isso as primeiras a sofrer as consequências de políticas e práticas marginais ao processo de desenvolvimento sustentável.
As crianças estão também mais expostas ao gás de escape dos carros e aos problemas relacionados com a má qualidade da água de beber. Uma criança pode absorver até 50% do chumbo presente na alimentação, enquanto um adulto assimila apenas 10%.


A União Europeia tem vindo a preocupar-se efetivamente com esta questão e no "6º Programa Comunitário de Ação em Matéria de Ambiente", que define a política da União Europeia para os próximos 10 anos, o objetivo fundamental da área temática Ambiente e Saúde consiste na promoção da qualidade do ambiente de forma a atingir níveis onde a poluição causada pelas actividades humanas não coloque em risco grupos de elevada vulnerabilidade, com particular atenção para a população infantil. Desta forma, aos decisores cabe a responsabilidade acrescida de, através dos processos de planeamento, prever as maiores ameaças e oportunidades que se colocam hoje no campo do ambiente e da saúde infantil.


Outro dos instrumentos de iniciativa comunitária é a "Estratégia Europeia de Ambiente e Saúde" que pretende, através do aumento do conhecimento científico das relações de causalidade e da intervenção integrada das políticas, contribuir para a promoção da qualidade de vida, reduzindo as situações de maior risco e potenciando as oportunidades de um ambiente mais saudável.


Já em 1989 o assunto preocupava os europeus, tendo-se realizado a 1ª Conferência Interministerial Ambiente e Saúde, em Frankfurt da qual resultou a criação do Centro Europeu Ambiente e Saúde na Organização Mundial de Saúde e a elaboração da Carta Europeia sobre Ambiente e Saúde. Nesta, os ministros concordaram nos princípios básicos, mecanismos e prioridades a integrar os programas nacionais em ambiente e saúde.


Mais tarde, em 1994 na 2ª Conferência Ministerial Ambiente e Saúde que teve lugar em Helsínquia, foi assumido pelos países participantes que deveriam desenvolver esforços no sentido de elaborarem Planos Nacionais de Ambiente e Saúde (NEHAP´s).


Margot Wallstrom, na altura membro da Comissão Europeia responsável pelo Ambiente, chegou a declarar, em 2003, que "um ambiente são não é um privilégio mas um direito fundamental..." e ...o que é bom para as nossa crianças é bom para a nossa sociedade no seu conjunto hoje e amanhã".


Preocupada também com estes problemas, a Organização Mundial de Saúde realizou em Budapeste, em junho de 2004, a Quarta Conferência Ministerial de Ambiente e Saúde no quadro pan-Europeu, tendo como tema "O Futuro das nossas Crianças".


Para mais informações, consulte o site www.apambiente.pt

 

 

Fonte: Agência Portuguesa Ambiente

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