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O consumo de energia está presente no quotidiano das nossas vidas.
A energia usada nos transportes, na indústria, no comércio e nas nossas casas provém, essencialmente, de combustíveis fósseis,
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como o petróleo, o carvão ou o gás natural (energias não renováveis).
A produção desta energia provoca inúmeros impactes ambientais, sobretudo ao nível da poluição do ar, contribuindo para o aquecimento global do planeta e, consequentemente, para as alterações climáticas, pelo que a utilização de energias renováveis é imperativa.
Num país como Portugal, fortemente dependente do exterior em termos energéticos, torna-se premente a utilização de energias renováveis endógenas, uma vez que têm menor impacte ambiental e são mais sustentáveis (não se esgotam), quando comparadas com as energias não renováveis.
Portugal, e em especial o Alentejo, apresentam um considerável potencial de recursos energéticos renováveis devido, a uma elevada exposição solar, a uma rede hidrográfica relativamente densa e a uma frente marítima que beneficia dos ventos atlânticos.
As energias renováveis, produzidas por fontes inesgotáveis de energia, designam-se por: energia eólica, energia solar, hídrica, energia das ondas e das marés, energia geotérmica e energia da biomassa.
Conscientes desta realidade, o Município de Odemira tem vindo a reforçar a utilização destas energias alternativas:
• No concelho de Odemira o Município implementou em 2000/2001 um Projecto piloto co-financiado pelo QCA III - PORA, que levou a energia elétrica com origem na instalação de painéis solares na cobertura das habitações em dezenas de montes isolados do concelho.
• Também na construção e remodelação de diversos equipamentos públicos – escolas, jardins de infância, cineteatro, bombagem e tratamento de águas e sinalização de trânsito, esta prática tem vindo a ser reforçada.
Por outro lado, estão a decorrer estudos da responsabilidade de investidores privados, com vista à implementação de Projetos de aproveitamento energético local, designadamente nas vertentes eólica e solar.
Utilização Racional da Energia
Atendendo a que o consumo de energia está a aumentar de forma significativa, em Portugal, é fundamental a implementação de medidas conducentes à eficiência energética.
O uso racional da energia passa pela adopção, no dia a dia, de medidas simples que se traduzem na poupança de recursos naturais e económicos (ex.: fatura de eletricidade).
A etiqueta de eficiência energética classifica os equipamentos relativamente ao seu consumo elétrico, usando uma escala de A a G, sendo que a letra A corresponde aos aparelhos que consomem menos e a letra G aos que consomem mais. Além de indicar o valor de consumo do aparelho em condições típicas, o rótulo refere ainda o nível de ruído.
A etiqueta é obrigatória para frigoríficos e congeladores, máquinas de lavar roupa, secadores de roupa e combinadas de lavar e secar roupa e máquinas de lavar loiça.
Quando comprar eletrodomésticos escolha os de maior eficiência energética, ou seja os de classe A.
Recomendações para poupar energia