
A realidade local mostra que o parque habitacional no concelho e mais especificamente o da sede de concelho continua ainda hoje a oferecer condições pouco satisfatórias para uma parcela significativa de famílias, algumas das quais a residirem em alojamentos sem condições de habitabilidade.
Muito embora o concelho não conheça o dramatismo vivido nos grandes aglomerados urbanos, o seu parque habitacional destinado a habitação própria e permanente ainda se encontra um pouco afastado dos valores que reflectem uma habitação com qualidade. Apesar de tudo, observa-se uma melhoria significativa e generalizada nas condições de habitabilidade, constatáveis no aumento do número de alojamentos totalmente providos das respectivas infra-estruturas. Esta realidade sobe de nível quando se analisa o parque habitacional de segunda residência cuja importância aumenta exponencialmente na faixa litoral do concelho.
Acresce o facto de se ter registado também um aumento de habitação própria, em consequência da política adequada de crédito à habitação. No entanto, essa realidade foi alterada nos últimos anos com o fim do crédito jovem bonificado à aquisição de casa própria o que veio dificultar a vida a muitas famílias.
Este contexto geral é particularmente gravoso em Odemira, concelho onde se praticam preços de habitação completamente fora do alcance da maioria das bolsas.
Este quadro de dificuldades especialmente no interior do concelho aconselha a medidas de descriminação positiva, como são exemplos a melhoria das acessibilidades e a oferta de condições para a construção de habitação própria a valores controlados.
Analisando os dados disponíveis, constatamos que em 2001 existiam ao nível de alojamentos: 18 389 alojamentos em Odemira em 16 139 edifícios, que se distribuem por forma de ocupação conforme se pode observar no gráfico seguinte.

Somente 55% dos edifícios são habitados permanentemente, daqui sobressai o peso do turismo, mas também da desertificação.
Neste contexto, a Politica de Habitação do Município passa pela disponibilização de lotes de terreno infraestruturado de baixo custo em Loteamentos Municipais, como forma de incentivar a todos os escalões etários e especialmente as classes sociais média/baixa à autoconstrução de habitação própria e permanente, e construção de habitação social em situações especiais como aquele que ocorre no realojamento de pescadores e actividades conexas com a pesca, na Azenha do Mar.
Por outro, a actividade das cooperativas de habitação locais tem sido diminuta e o estímulo provocado pelos programas nacionais de recuperação de imóveis também não se tem revelado eficaz, o que condiciona a oferta de habitação no mercado.
Neste site pode obter algumas informações sobre loteamentos, disponibilidades de lotes, modalidades de concurso e lotes municipais em concurso.