O REINO DA CEGONHA-BRANCA

Entre Almograve e a Zambujeira do Mar fica o ponto mais ocidental da costa alentejana. Guardado por um farol, sentinela do Cabo Sardão, este é um lugar de reconciliação absoluta com a paisagem terrestre e marítima.
Não é possível ficar indiferente perante as imponentes escarpas cavadas a pique em direcção a um mar possante e ao mesmo tempo sereno, ou confrontado com um horizonte de planícies infindáveis, cobertas por uma vegetação rasteira e verdejante.
Aqui, o mundo abranda até quase parar. A brisa diurna faz esquecer preocupações, correrias e más disposições. Aqui tudo é relativo. Só importa a comunhão dos sentidos. A beleza esmagadora e a paz inebriante vão "obrigá-lo" a uma introspecção, a um abandono do supérfluo, a uma demanda fácil da felicidade. Esqueça o tempo. Faça tudo ao ritmo do voo planado de uma ave, do ar ameno, do andar mole e relaxado dos habitantes. Enfim, adaptando um ditado já muito antigo, no Alentejo, faça como os alentejanos.
Neste ambiente tão propício o céu é invadido por milhões de pontos brilhantes de luz, estrelas invisíveis na urbe, constelações mágicas.
Este é um sítio de passagem ao longo da estrada costeira que liga Almograve à Zambujeira. Para atingir o Cabo Sardão passamos pelo Cavaleiro, aldeia pouco badalada, mas onde a pesca à linha do Sargo tem uma presença constante e os Percebes têm mais sabor que em qualquer outro sítio da Costa Sudoeste.
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Caminhe até ao imponente farol, construído em 1915, com uma torre de 17 metros de altura, quadrangular de alvenaria e com lanterna cilíndrica vermelha. |
Mais adiante, junto à falésia, pode admirar os veios cravados nas paredes rochosas, as ilhotas semeadas aqui e ali ao longo da costa, os muitos casais de cegonha-branca que só aqui e apenas nesta costa escolheram o seu local de nidificação. No resto da Europa poderá encontrá-las, mas mais para o interior. Entre as aves típicas desta região, e se estiver atento, verá também falcões-peregrinos, gralhas-de-bico-vermelho e mais raramente francelhos.
Acesso: consulte a página sobre Acessibilidades.
Se quiser saber mais pormenores sobre o interior do edifício e a vida dos faroleiros ligue para a Capitania de Sines e marque uma visita guiada, ou aceda a: http://www.marinha.pt