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Envelhecimento Ativo

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Nas últimas décadas temos assistido a grandes transformações estruturais na sociedade portuguesa, mudanças demográficas, económicas, sociais e culturais.

O crescimento da população idosa é neste momento um dos problemas com que Portugal se depara: assistimos a um decréscimo da taxa de mortalidade, de natalidade e de fecundidade, acompanhado de um aumento da esperança de vida o que causa um estreitamento da base da pirâmide de idades com uma redução de efetivos populacionais jovens, e consequentemente, o alargamento do topo com acréscimos de efetivos populacionais idosos. A inversão das pirâmides etárias, no que se refere ao envelhecimento tem vindo a colocar ao estado, às famílias e à comunidade em geral, desafios para os quais não estavam preparados, dado o forte impacto social que reveste.

Torna-se necessário repensar o envelhecimento ao longo da vida, enquanto fenómeno social, não só num espectro de dificuldades relacionados com os encargos dos idosos sobre as gerações futuras, mas fundamentalmente de reconhecimento do seu importante papel na sociedade, de um individuo com capital social, experiência, saberes acumulados.

Desta forma, o grande desafio consiste em encontrar formas que possibilitem o aproveitamento desta faixa etária, dignificando o envelhecimento, através da sua reintegração em programas de desenvolvimento pessoal, cultural, educativos e de tempos livres em que possam obter como retorno uma participação mais ativa na comunidades e na família. Tal como defende a Organização Mundial de Saúde, trata-se de associar as políticas sociais ao paradigma do envelhecimento ativo como um “processo de otimização das oportunidades de vida em termos de saúde, de participação e segurança, visando a melhoria do bem-estar das pessoas à medida que envelhecem” * .

* Organização Mundial de Saúde (2002), Active Ageing: A Policy Framework. Genebra:Who

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