Passar para o Conteúdo Principal
Hoje
Máx C
Mín C
siga-nos

ANACOM apresenta estudo sobre serviço das Redes Móveis e Dados no concelho de Odemira

Cmo 5879 1 1024 2500

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) apresentou em Odemira, no dia 3 de junho, em sessão realizada nos Paços do Concelho, a “Avaliação do Desempenho de Serviços Móveis e de Cobertura GSM, UMTS, LTE e NT” no concelho de Odemira, que conclui que os serviços de telefone móvel e de dados da MEO, NOS e Vodafone no concelho de são de má qualidade, havendo mesmo zonas no município onde não é possível fazer chamadas de emergência para o 112. O estudo conclui que os melhores desempenhos de voz e dados são nas zonas residenciais de Odemira, São Teotónio e Vila Nova de Milfontes. Os piores desempenhos surgem a nordeste, sudeste e sul do concelho, nas freguesias de Luzianes-Gare, São Martinho das Amoreiras, Sabóia e Santa Clara-a-Velha.

O Presidente da ANACOM, João Cadete Matos, explicou que “Verificamos que no concelho de Odemira há uma grande assimetria e zonas do território que têm boa rede móvel, mas há muitas zonas do concelho que não têm possibilidade de fazer chamadas de voz ou de fazer acessos à Internet”. A situação mais grave que o estudo evidenciou foi o facto de existirem zonas onde não é possível fazer chamadas de emergência para o 112.

O estudo foi realizado entre 28 de março e 7 de abril de 2022, em todo o território do concelho, tendo sido percorridos mais de 1.200 quilómetros e realizadas 3.834 chamadas de voz, 856 sessões de dados e 154.626 registos de sinal de rádio.

Quanto ao sinal de cobertura de rede, o documento revela que 48,6% dos valores registados apresentam “qualidade Inexistente, Muito Má e/ou Má”, com a operadora MEO a apresentar a melhor cobertura e a NOS a cobertura mais deficiente.

Nas chamadas de voz realizadas, o estudo revela que uma em cada cinco foram “não finalizadas”, tendo novamente a MEO o melhor indicador de chamadas finalizadas (85,6%) e a Vodafone o pior (79%).

No serviço de dados móveis, o estudo mostra que este é de “qualidade média/baixa” no concelho, com muitos testes não concluídos e baixas velocidades. Aqui a MEO volta a apresentar os melhores resultados, com 70,2% dos testes concluídos e a NOS os piores resultados, com apenas 55,1%.

O Presidente da ANACOM diz que este diagnóstico “vai ter de ser corrigido com investimento”. No caso da fibra ótica, “para chegar a casa de todas as pessoas, através de financiamento parcialmente público”, espera-se que “até final do ano chegue a todas as casas” em Portugal.

Relativamente à rede móvel, João Cadete Matos anunciou que “até final de 2023, as empresas que adquiriram as licenças de espetro no ano passado, vão ter que ter uma cobertura de 75% da população de cada freguesia com uma qualidade mínima de 100 megabits/segundo”. O responsável sublinhou que “Estamos a falar de uma velocidade de acesso à internet muito mais elevada do que aquela que vimos que existe hoje, mesmo nas zonas onde a Internet funciona”.

O presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, espera que “daqui a dois anos sejam visíveis as melhorias nos serviços de rede móvel e dados no concelho”, considerando que o estudo da ANACOM “é o ponto de partida para se tentar, de uma forma objetiva, clara e concreta, o caminho de melhoria das comunicações em Odemira.” O autarca frisou o objectivo apresentado pela ANACOM, “De resto, já temos o compromisso para que daqui a dois anos voltemos a estar cá para ver a evolução da cobertura no território a todos os níveis.”

06 Junho 2022