Alentejo Litoral apresenta Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas
A CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral apresentou o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Alentejo Litoral (PIAAC-AL), no dia 10 de março, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. O documento, com ações para curto, médio e longo prazo, tem como objetivo garantir a qualidade de vida das populações de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, enquanto assegura a preservação do património da região.
O evento contou com intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, na qualidade de anfitrião, e do Presidente da CIMAL e do Município de Alcácer do Sal, Vítor Proença. A apresentação do PIAAC-AL esteve a cargo de Elsa Ferreira Nunes, CEO da IrRADIARE, que elaborou o estudo. A iniciativa encerrou com uma declaração, por vídeo, da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. No evento estiveram também o Presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes, o Vice-Presidente da Câmara de Odemira, Ricardo Cardoso, e a Vereadora da Câmara de Sines Filipa Faria.
O plano, cuja elaboração envolveu múltiplos setores e entidades públicas e privadas, faz um retrato da região com base em nove setores: Agricultura, pecuária e florestas; Turismo e outros setores económicos; Recursos hídricos; Saúde e segurança de pessoas e bens; Zonas costeiras e recursos marinhos; Infraestruturas e transportes; Biodiversidade e paisagem; Energia, indústria e resíduos; Ordenamento do território. O aumento da temperatura média anual, a subida do nível do mar, e fenómenos de seca extrema e inundações foram identificados como os principais riscos para o Alentejo Litoral.
Nas medidas de adaptação às Alterações Climáticas, a gestão dos recursos hídricos é essencial, que passará pela poupança de água (no consumo doméstico, na agricultura, na indústria e no turismo), na diversificação da sua origem (com o recurso à dessalinização de água do mar) e a monitorização e a prevenção da evolução da água salgada nos estuários dos rios, lagoas costeiras e aquíferos. Tendo em vista a proteção do território e a preservação do património natural, será necessário reduzir a exposição aos fatores extremos, nomeadamente através do reforço dos meios de combate a incêndios.

