Plantas invasoras: O que cada um pode fazer para prevenir e mitigar esta ameaça?
Com o objetivo de sensibilizar para a ameaça que as espécies exóticas invasoras constituem para a biodiversidade a nível global, a Comissão de Cogestão do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina associa-se à Semana sobre Espécies Invasoras 2024, que decorre entre os dias 4 e 12 maio.
A iniciativa é promovida pela Rede Portuguesa de Estudo e Gestão de Espécies Invasoras - Rede InvECO, pela plataforma INVASORAS.PT, pelos projectos LIFE COOP Cortaderia e LIFE INVASAQUA e pelo Grupo Especialista em Invasiones Biólogicas, mas é realizada em estreita colaboração com as Entidades, Associações e Grupos informais que se inscrevam na plataforma para durante essa semana terem atividades sobre esta temática. Este evento acontece em parceria entre Portugal e Espanha.
Plantas invasoras: O que cada um pode fazer para prevenir e mitigar esta ameaça?
As espécies exóticas invasoras são uma das principais ameaças à biodiversidade a nível global (a 5ª ameaça, de acordo com a IPBES - Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas), além de promoverem outros impactes significativos a nível ambiental, assim como a nível socioeconómico. A recente avaliação temática das espécies exóticas invasoras e seu controlo (IPBES 2023) revela que estas espécies ameaçam as pessoas e a natureza em todas as regiões da Terra, com custos anuais globais estimados em mais de 423 mil milhões de dólares. Os cidadãos podem ter um papel relevante não só na prevenção das invasões biológicas, mas também na mitigação dos seus impactes. No entanto, esta temática continua a ser desconhecida para muitos cidadãos.
As espécies de plantas invasoras mais frequentes na área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina são Acacia saligna, Acacia longifolia, Carpobrotus edulis, Arundo donax, Acacia dealbata, Hakea salicifolia, Cortaderia selloana, Agave americana, Watsonia meriana.
As espécies exóticas invasoras são uma das cinco principais causas de perda de biodiversidade
As espécies exóticas são animais, plantas e outros organismos que foram introduzidos por atividades humanas em novas regiões. As espécies exóticas invasoras são um subconjunto de espécies exóticas, conhecidas por se terem estabelecido e propagado com impactes negativos na natureza. Muitas espécies exóticas invasoras também têm impactes nas pessoas.
Para serem consideradas plantas invasoras têm de cumprir o seguinte:
Vieram de fora
Afastam-se dos locais de introdução
Atingem grandes densidades
Causam impactes negativos
Reproduzem-se sozinhas
Como prevenir e mitigar esta ameaça?
- Aprender a reconhecer as plantas invasoras e NÃO as USAR
- Sempre que possível, preferir espécies autóctones
- Adotar medidas de biossegurança/ boas-práticas para diminuir a dispersão de (plantas) invasoras
- Não deitar fragmentos de plantas para o ralo após lavar o aquário
- NUNCA libertar peixes de aquário, pássaros de gaiola, tartarugas, nenhum animal de estimação para a natureza … gatos
- Planear cuidadosamente onde depositar plantas exóticas removidas (sementes/fragmentos podem ser novos focos!)
- “Passar palavra” sobre a problemática das plantas invasoras
- Nas viagens não levar/ trazer o que cresce, se mexe, multiplica…
Ajudar a mitigar os impactes – ao alcance de todos
- Gerir e controlar (melhor) as plantas invasoras – formações, etc.
- Participar ou organizar ações de voluntariado para controlo de espécies invasoras
- Linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520 / sepna@gnr.pt
- Colaborar em projetos de ciência-cidadã, ex., ajudar a mapear em invasoras.pt e APP “Plantas invasoras” – ser cidadão-cientista
- Ajudar a mapear: projeto Invasoras.pt no Invasoras.pt · BioDiversity4All
- Inscrever-se na InvECO - Rede Portuguesa de Estudo e Gestão de Espécies Invasoras associada à SPECO – Sociedade Portuguesa de Ecologia Mais info: https://www.speco.pt/inveco
Mais informação: https://www.invasoras.pt/

