“Viagem no Tempo” convida a descobrir as aldeias de Amoreiras-Gare e São Martinho das Amoreiras
No próximo dia 21 de março de 2026, o Município de Odemira promove a primeira edição da atividade “Viagem no Tempo”, uma iniciativa integrada no projeto “Tempo de Incluir”, desenvolvido no âmbito do Plano Municipal de Cultura – “Tempo da Terra”. A atividade decorre nas aldeias de São Martinho das Amoreiras e Amoreiras-Gare, convidando a comunidade a participar numa experiência que reúne património, memória e práticas artísticas.
Inspirada pelo ciclo das estações do ano, “Viagem no Tempo” realiza-se quatro vezes por ano ao longo de um período de três anos. Cada edição propõe um percurso por diferentes localidades do concelho, promovendo o encontro entre a comunidade, especialistas e expressões culturais locais.
A primeira viagem, dedicada à chegada da Primavera, propõe um passeio interpretativo por locais de valor histórico e patrimonial das aldeias de São Martinho das Amoreiras e Amoreiras-gare, acompanhado pelo historiador António Martins Quaresma e pelo arqueólogo Jorge Vilhena. Durante o percurso serão partilhadas histórias, curiosidades e testemunhos sobre os lugares visitados, convidando os participantes a recordar e partilhar memórias ligadas a estes espaços.
O percurso inclui paragens em locais emblemáticos como a Estação Ferroviária de Amoreiras-Gare, símbolo do desenvolvimento da Linha do Sul, e a antiga Fábrica de Pranchas de Cortiça (1932), testemunho da atividade industrial local. A manhã inclui ainda uma demonstração da confeção de alcôncoras, doce tradicional da região, a atuação do Grupo Coral Feminino de Amoreiras-Gare e momentos de convívio, terminando com almoço de gastronomia tradicional.
Durante a tarde, a atividade segue caminho até São Martinho das Amoreiras, com um percurso pedonal pela Rua do Algarve, visitas interpretativas ao património local e momentos culturais que evocam a história e identidade da aldeia. O programa inclui ainda uma visita ao Centro de Valorização da Viola Campaniça, oficinas de saberes tradicionais e atuações musicais com o instrumento identitário da região.
A atividade integra o projeto “Tempo de Incluir”, uma iniciativa que procura combater a exclusão social através da arte participativa, promovendo a inclusão, a valorização da memória coletiva e o acesso democrático à cultura, com financiamento através do Programa Alentejo 2030. Ao longo das diferentes edições da “Viagem no Tempo”, serão recolhidos testemunhos e memórias que darão origem à criação de um documentário a apresentar futuramente na Mostra de Arte Participativa de Odemira.
Inscrições até dia 17 de março aqui.

