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Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira

Fotografia do rio mira


O rio Mira constitui, para o concelho de Odemira, um ativo único em termos naturais, patrimoniais, culturais e socioeconómicos. É muito mais do que a origem toponímica da vila-sede do concelho, e uma componente fundamental e estruturante de toda uma comunidade biótica e abiótica que dele depende.

A bacia hidrográfica do rio Mira constitui a principal fonte de abastecimento de água da região. O rio é a estrutura de suporte de uma imensa diversidade biológica, habitat de múltiplas espécies faunísticas, integrando uma flora e vegetação diversificada e imprescindível a todo o ecossistema ribeirinho existente e à manutenção da qualidade ecológica do território. Do rio Mira dependem inúmeras atividades económicas - agricultura, aquacultura, turismo, entre outras - estruturantes da base económica e social do concelho.

Este rio foi e é indutor da fixação de populações nas suas margens que construíram e o moldaram à sua vivência, refletindo-se essa apropriação nos aglomerados ribeirinhos construídos, no património arquitetónico, histórico-patrimonial e cultural que dele fazem parte. O rio Mira constrói uma paisagem natural e humana única e irrepetível, constituindo-se como elo de ligação entre pessoas, atividades e cultura.

Conciliar todas estas vertentes e mais-valias do rio Mira numa estratégia integrada e coesa constitui o atual desafio: definir uma estratégia de medio-longo prazo para o território do concelho que interage e se estrutura em torno do rio, consubstanciada par um plano operacional que seja consensualizado entre os diversos agentes relevantes locais e que se constitua como um guia de atuação para a implementação de ações destinadas à população e agentes do concelho, assim como aos seus visitantes e potenciais investidores.

O rio Mira constitui um ativo único e uma referência de qualidade ambiental. Apresenta um enquadramento territorial que o valoriza, incluindo pela integração no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) e exibe um incontestável potencial de ação como indutor de desenvolvimento socioeconómico (espécies autóctones valorizadas em termos ambientais, sociais e comerciais; interesse crescente para instalação de novas atividades económicas; potencial turístico crescente).

O reconhecimento de que o património natural e as áreas protegidas são um ativo estratégico do nosso país a potenciar economicamente - par via, por exemplo, da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2025 (ENCNB2025) e da Estratégia Turismo 2027 -, atesta um contexto político e financeiro favorável à atuação reforiçado pela aprovação da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC) de Odemira; pela existência de recursos da UE e nacionais de promoção e implementação de Estratégias de desenvolvimento sustentável dos territórios e produtos e serviços integrados nos contextos da 'Economia Circular' e 'Economia Verde'; pelo interesse crescente e atual nível de confianiça na economia portuguesa.

Consciente da oportunidade criada pelo conjunto de temas sucintamente identificados e de forma a 'abrir' o rio Mira ao dominio público, e entendida pelo Município como fundamental a definição de uma estratégia global para este território, que enquadre e articule os vários projetos e os vários atores locais já envolvidos ou a envolver tendo em vista a sua operacionalização e gestão integradas a prazo.

 

 

Informações sobre o financiamento do Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira disponíveis aqui

Conteúdo atualizado em18 de março de 2026às 16:33
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